Estava eu assistindo um vídeo sobre
obras cinematográficas de qualidade gravadas em um cenário só e com baixíssimo
orçamento, quando me deparo com The Vault Show. Trata-se de uma web série
estreada em 2011, que segue os critérios citados acima - foi gravado em um
pequeno estúdio, em que poucos objetos mudam de uma cena pra outra e a maioria dos
atores são estudantes que toparam participar por portfólio.
A história é sobre um reality show que se passa no ano de 2016, em que estudantes de todo o país (EUA) ficam presos no “cofre” (the vault, em inglês), cada um em uma sala toda branca com apenas alguns objetos aleatórios. O objetivo dos jogadores é desvendar o mistério do cofre, que é um grande quebra-cabeça envolvendo todas as salas, os objetos e as pessoas que estão nelas. É um jogo em equipe, que se concluído com sucesso em uma semana dará aos participantes um grande prêmio em dinheiro.
Em uma das salas há um painel que permite a comunicação entre todos os jogadores. Esse painel é controlado por Henry, chamado de O Operador, que também é um dos participantes. Além da sala do operador, outras também são essenciais para desvendar os códigos necessários pra ganhar o jogo, como a sala dos biscoitos da sorte, a do quadro branco e a do cofre (que é como um cofre de verdade dentro do “cofre” em que estão confinados). Há também as salas “responsáveis” por garantir a sobrevivência e o bem estar dos jogadores e a energia elétrica que permite que se comuniquem com o operador.
Apesar do cenário e enredo
simples, The Vault é cheio de detalhes escondidos num roteiro muito bem
trabalhado que, juntamente com cenas de suspense (principalmente no final dos
episódios), prende o espectador do primeiro ao último capítulo.
ATENÇÃO:
O trecho abaixo contém spoilers. Se você ainda não viu a série e não quer ler spoilers veja em: www.youtube.com/channel/vultshow.
O trecho abaixo contém spoilers. Se você ainda não viu a série e não quer ler spoilers veja em: www.youtube.com/channel/vultshow.
Em determinado momento, é
revelado que existe outra equipe, além da comandada por Henry. Essa outra
equipe tem salas exatamente iguais à primeira, salvo que alguns detalhes são em
vermelho, ao invés de azul. É comandada por um garoto chamado Justin, e, ao contrário
da equipe de Henry, nessa tudo parece funcionar perfeitamente. Nenhuma das
equipes sabe da existência da outra.
Um exemplo é a sala dos
peixes, em que há mais de 100 aquários com peixinhos dourados, mas apenas um
pote com pouca comida. O que se deve fazer é deixar os peixes vivos até o fim
dos sete dias, o que é impossível com tão pouco alimento. Em ambas as equipes há
uma garota nessa sala. A garota da equipe azul tem compaixão e tenta alimentar
todos os peixes, e em determinado momento a comida acaba e todos morrem. Já a
garota da equipe vermelha escolhe alimentar apenas alguns peixes, salvando-os,
sem se importar com os outros que teriam que morrer. Ou seja, o jogo parece
mais difícil para os participantes da equipe de Henry, que são toda hora colocados
à prova por suas próprias salas.
Um exemplo é a sala dos
peixes, em que há mais de 100 aquários com peixinhos dourados, mas apenas um
pote com pouca comida. O que se deve fazer é deixar os peixes vivos até o fim
dos sete dias, o que é impossível com tão pouco alimento. Em ambas as equipes há
uma garota nessa sala. A garota da equipe azul tem compaixão e tenta alimentar
todos os peixes, e em determinado momento a comida acaba e todos morrem. Já a
garota da equipe vermelha escolhe alimentar apenas alguns peixes, salvando-os,
sem se importar com os outros que teriam que morrer. Ou seja, o jogo parece
mais difícil para os participantes da equipe de Henry, que são toda hora colocados
à prova por suas próprias salas.
Além disso, ao decorrer da
história vão acontecendo outras coisas que dão ainda mais mistério à trama,
como um estranho terremoto seguido de uma explosão, que divide opiniões entre
os que acham que foi verdadeiro e os que acham que fazia parte do show.
A ideia inicial foi de dois amigos, os diretores da série, que mesmo com pouquíssimos recursos conseguiram construir uma ótima história em 16 episódios (e mais alguns extras) que podem ser vistos gratuitamente no canal “Vault Show” no YouTube, quase todos com legenda disponível.
Mas atenção, não crie muitas
expectativas sobre o final da primeira temporada de The Vault. Muitos
compararam inclusive com o final de Lost, por deixar mais perguntas do que
respostas. Particularmente eu também esperava mais da conclusão, mas é uma
opinião pessoal. Algumas atuações também não são perfeitas, mas o resultado
ficou muito bom, com uma produção composta basicamente de jovens. É uma
excelente série de ficção, que mesmo se passando quase completamente em um
único cenário não se torna monótona em nenhum momento.




Sempre falei e falo até hoje.
ResponderExcluirSimplicidade é algo essencial. Sou muito fã de games, seriados e filmes antigos, por exemplo. No qual se tinha poucos recursos financeiros e gráficos dos estúdios, mas histórias e enredos que encantaram os espectadores e os tornaram definitivos clássicos imortalizados.
Se tem algo a que posso comparar é de um caso um pouco mais recente (Nem tão recente assim) é o do filme Jogos Mortais (Saw no idioma original), lançado em 2004. O filme se passava em um único cenário, mas nem por isso deixou de ser imortalizado como clássico e render muitas sequências. Dois recém-formados não tinham dinheiro, mas tinham grandes ideias e ousaram com isso. Ser simples é essencial, pois pode-se adaptar ou transformar o pouco que se tem em uma grande obra.
Sim, há muitos casos assim. Outro exemplo é o filme Bruxa de Blair, que custou menos de 30 mil dólares pra ser gravado e arrecadou milhões! As vezes menos é mais, e o que uma produção assim precisa é criatividade no roteiro.
ResponderExcluirAdorei a série, mas realmente o final ficou muito aberto, meio decepcionante. Nota 8,5 no geral, se não fosse pelo final daria 9,5
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